Luiz Carlos Queiroz Galvão, conhecido como Luiz Galvão. Pernambucano nascido na cidade de Igarassu, este grande artista de 72 anos segue se dedicado à arte que transformou sua vida.

Iniciou sua trajetória no bonsai em 1998, por meio de um curso para iniciantes. Não foi o “karatê kid” que o levou a praticar a arte, mas sim um momento pessoal em que Luiz precisava encontrar uma forma de acalmar seu espírito, que naquele período necessitava de equilíbrio.

Após concluir o curso, percebeu que ainda faltava um conhecimento mais abrangente. A busca por aprendizado tornou-se intensa, principalmente pela escassez de materiais adequados que suprissem suas dúvidas. Foi então que passou a procurar plantas nativas que oferecessem um bom material para mergulhar de vez nesse universo.

Nesse mesmo período, conheceu o professor Juarez Alves, de Natal, e Sergivaldo Costa, de João Pessoa. Juntos, começamos a explorar as restingas do Rio Grande do Norte, Paraíba e Ceará, em busca de espécies nativas. A partir daí, passou também a buscar conhecimento no Sul e Sudeste do país, onde já havia praticantes mais consolidados.

Participou de diversos eventos com demonstradores internacionais, sempre em busca de aprimorar seu conhecimento. Luiz Galvão realizou demonstrações e exposições, levando o bonsai nativo aos bonsaístas de todo o Brasil.

Hoje, esse movimento conseguiu levar as espécies nativas Brasil afora, contribuindo para a construção de uma identidade nacional dentro do bonsai. Luiz se sente grato ao perceber que o esforço não foi em vão, ao ver a valorização e a crescente procura por espécies nordestinas ganhando espaço no cenário nacional. Seu grande conhecimento e o cultivo consistente, fizeram de Luiz Galvão um dos maiores especialista em nativas do Brasil.

Com foco no Bonsai Naturalista, observando as plantas em seu habitat natural e aplicando as técnicas do bonsai para corrigir imperfeições, quando necessário, seus trabalhos mantém a essência da espécie na natureza.

Aberto à troca de conhecimento, Luiz Galvão tem como propósito contribuir permanentemente para a evolução do bonsai no Brasil.